"Não tenho o que recorrer, nem fui citado" Eduardo Bolsonaro sobre condenação no STF

Foto: Internet
 
Escrito por: Ricardo Leandro

Durante a sessão realizada nessa terça (16) no Supremo Tribunal Federal, que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão, além de torna-lo inelegível nas próximas sete eleições, não houve presença de uma defesa particular. A representação no julgamento foi exercida pela Defensoria Pública da União. 

Vale lembrar que o ex-parlamentar está nos EUA, onde mora desde fevereiro de 2025.

Na tentativa de absolvição, o defensor público federal Esdras dos Santos chegou a alegar falta de provas, irregularidades processuais e notificação oficial ao acusado. "Nós ficamos de mãos atadas, a possibilidade mínima de produção probatória, porque não tem uma entrevista, não se sabe sequer se o réu tem conhecimento efetivo das imputações que estão sendo feitas. Retirou do réu a oportunidade de se constituir uma defesa advogada".

Após a sentença imposta pelo STF, em entrevista concedida a distância para a Veja, Eduardo Bolsonaro ratificou a afirmação de sua defesa no julgamento. Apesar de caber recurso o mesmo disse que não irá tentar recorrer.

"Eu nunca fui intimado. Trabalho sempre com as informações que chegam da imprensa. Não se trata de um processo formal. Não tenho o que recorrer se nem fui citado", falou ao Veículo.
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